segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Falha de 5 minutos no Google faz tráfego mundial na web cair 40%

Uma breve interrupção nos serviços do Google causou uma queda de 40% no tráfego de internet mundial na noite de sexta-feira. Um estudo divulgado pela empresa GoSquared mostra que, após a queda de poucos minutos, o tráfego de internet disparou depois da restauração dos serviços da gigante da internet.

A página de status do Google mostra que na noite de sexta-feira, entre 20h37 e 20h48 (horário de Brasília), todos os serviços do Google sofreram uma interrupção. A falha afetou todos os serviços - buscador, Gmail, Drive, Maps, entre outros - e durou, segundo a empresa, "entre um e cinco minutos". 

O Google afirmou em sua página de status que, durante o período de interrupção, "de 50% a 70% das requisições ao Google receberam mensagens de erro". A companhia afirmou ainda que o serviço foi restaurado para a maioria dos usuários em um minuto, e que foi inteiramente corrigifo após quatro minutos.

O Google não forneceu detalhes sobre as causas do problema.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mecanismo de busca pode prever o que você quer


Adivinhos
Nesta semana, o Google ganhou as páginas de jornais do mundo todo apregoando que os mecanismos de busca devem se mover para mais próximo dos anseios dos humanos.
Mas o gigante das buscas, e de toda a internet, não está sozinho, e nem mesmo está inventando nada novo.
Uma empresa emergente da Finlândia, a Futureful, não apenas parece ter saído na frente, como também parece querer ir mais longe.
A missão que a empresa se atribui é "dar a você o que você quer antes que você saiba que quer".
Sugestões
Isso parece superar muito os próprios humanos, entrando no reino das pitonisas, adivinhos e profetas.
Parece bom demais para ser verdade?
Talvez nem tanto. Os algoritmos da Futureful capturam continuamente informações das redes sociais para descobrir tendências.
Os algoritmos digerem os assuntos mais comentados, o comportamento das pessoas e o conteúdo dos postagens e, assim como o Google sugere comerciais nos quais você possa estar interessado, o Futureful oferece assuntos que você possa estar interessado em explorar e se aprofundar.
No protótipo de demonstração, rodando em um tablet, essas sugestões se transformam em uma espécie de revista, que pode ser folheada passando os dedos pela tela sensível ao toque, como se faz para ler um livro ou revista eletrônica.
Descobertas por acaso
A Futureful afirma que está dando aos usuários a capacidade de fazer "descobertas importantes por acaso" ao propor sites além de qualquer interesse pré-definido pelo usuário.
É mais ou menos o contrário das ferramentas de personalização das informações oferecidos por muitos sites - os pesquisadores finlandeses querem lhe oferecer algo que pode despertar seu interesse sem que você tenha se dado conta disto e, portanto, jamais teria marcado aquele como um assunto de seu interesse.
"Nós não estamos apenas sugerindo coisas nas quais as pessoas possam estar interessadas, nós estamos ajudando as pessoas a descobrirem coisas novas," apregoa a empresa emergente, que está recebendo recursos do governo do seu país para levar o projeto adiante.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Memória híbrida promete nuvem computacional mais verde

Como a tecnologia PCM nativa é não-volátil, ou seja, os dados não são perdidos quando o computador é desligado, o gasto de energia para gravação e acesso aos dados é radicalmente reduzido. [Imagem: University of Pittsburgh]

Consumo de energia dos data-centers

Colocar todos os seus arquivos na nuvem pode parecer razoável do ponto de vista da comodidade, da possibilidade de acesso de qualquer lugar ou mesmo da segurança.

Mas a questão se torna mais complicada quando o assunto é consumo de energia.

Quando seus dados estão no seu computador pessoal, você o liga sempre que precisa dos seus dados. Isto significa que ele permanecerá desligado na maior parte das 24 horas do dia - embora em menor medida, isto vale também para os dados "lá do escritório".

A nuvem da computação, por outro lado, promete disponibilidade 24 horas de acesso, 7 dias por semana. E isto significa que, em algum lugar do planeta, um computador estará continuamente ligado para dar-lhe a possibilidade de acessar seus dados, ainda que isso só ocorra eventualmente ao longo do dia.

A conta de energia fica cara mesmo quando se leva em conta que um só computador estará sendo compartilhado por usuários de todo o mundo: segundo os últimos cálculos da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, os centros de dados ao redor do mundo já consomem 100 bilhões de kilowatts por ano.

Assim, qualquer medida que venha diminuir mesmo uma fração de ponto percentual dessa conta pode significar algo como uma usina de geração de energia a menos.
Memória híbrida de baixo consumo

Bruce Childers e seus colegas da Universidade de Pittsburgh estão prometendo mais do que isso.

Eles descobriram uma forma de criar uma memória híbrida com uma velocidade intermediária entre as memórias flash e as memórias DRAM, mas que consome uma fração da energia consumida hoje.

A equipe combinou uma DRAM, para garantir um tempo de acesso compatível com a exigência da maioria dos programas, com uma memória chamada PCM (phase-change memory - memória de mudança de fase),

Como a tecnologia PCM nativa é não-volátil, ou seja, os dados não são perdidos quando o computador é desligado, o gasto de energia para gravação e acesso aos dados é radicalmente reduzido.





As memórias PCM têm sido apontadas como uma tecnologia muito promissora, mas ainda enfrentam alguns desafios tecnológicos para sua viabilização comercial.

"Nosso trabalho também otimizou o tempo de vida das memórias PCM, permitindo que essa tecnologia dure o bastante para vários anos de uso nas condições típicas de um data center, algo que não era possível até agora," disse Childers.

O pesquisador afirmou que já está "trabalhando com um líder da indústria" para desenvolver o primeiro protótipo operacional, mas não divulgou o nome da empresa.

quinta-feira, 29 de março de 2012

FIFA seleciona duas tecnologias de linha de gol

Olhos de falcão

A FIFA selecionou dois sistemas com a chamada tecnologia da linha de gol.

O objetivo é adicionar uma verificação técnica quando houver dúvida se uma bola entrou realmente no gol ou não.

A entidade avaliou oito sistemas de tecnologia de linha de gol, e agora selecionou dois para uma rodada final de avaliação.

O primeiro é o já bem conhecido sistema Hawk-Eye, já usado no tênis e no críquete.

O Hawk-Eye usa reconhecimento óptico com câmeras de alta velocidade e movimento automático.


Magnetismo do gol

Já a tecnologia GoalRef, desenvolvida na Alemanha pelo Instituto Fraunhofer, usa um campo magnético e uma bola especial para checar a ocorrência do gol.

Gerando fracos campos magnético ao redor de toda a meta, o GoalRef cria um equivalente magnético das cortinas de luz.

Assim que a bola passa entre as traves, ela causa uma pequena variação no campo magnético, que é detectada pelos sensores, assinalando a ocorrência do gol.

A sinalização é repassada para o árbitro por meio de uma transmissão criptografada de rádio, com a ocorrência do gol sendo mostrada em um equipamento similar a um relógio de pulso.

O sistema exige o uso de uma bola especial, atualmente fabricada pela empresa Select, da Dinamarca.

Confiabilidade e precisão

Esta segunda fase de testes será realizada entre Março e Junho deste ano, com vistas sobretudo a avaliar a confiabilidade e a precisão de cada sistema, assim como a solidez de cada uma das tecnologias.

A eventual aprovação definitiva do uso da tecnologia na linha de gol será decidida na Assembleia Extraordinária da FIFA a ser realizada em Kiev, na Ucrânia, no dia 2 de julho de 2012.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Tecnologia: Copa 2014 terá Internet 4G

Todas as doze cidades brasileiras, que serão sedes da Copa do Mundo 2014, deverão estar cobertas pela quarta geração (4G) da telefonia móvel. O governo vai priorizar estas cidades no processo de implantação do novo sistema. A principal vantagem da Internet 4G é permitir uma conexão muito mais rápida do que as velocidades alcançadas atualmente com a 3G. Com a nova tecnologia será possível por exemplo, assitir aos filmes de alta definição no momento em que eles estão sendo baixados ou armazenar vídeos no computador ao mesmo tempo em que estão sendo captados por uma câmera, dispensando portanto a necessidade de "descarregar" os arquivos depois.

A implantação da Internet 4G é um dos legados que a Copa deixará para o País. A condição imposta pelo Ministério das Comunicações aos vencedores da licitação é implantar o serviço em até 12 meses após a assinatura do contrato. Durante a audiência pública o ministro disse que a presidenta Dilma Rousseff determinou que a pasta estabeleça um patamar mínimo de qualidade para o serviço de Internet prestado pelas operadoras aos clientes. O Ministério das Comunicações pretende ainda, rever a condição dos contratos que estabelecem a obrigatoriedade da empresa fornecer, no mínimo 10% da velocidade de Internet contratada. O ministro Paulo Bernardo afirmou que o governo está nagociando com as empresas e convenceu-se que isso não só valerá para as operadoras de telefonia fixa como também para móveis. A presidenta Dilma concordou desde que isso seja votado até outubro, e que seja feita a regulamentação de qualidade para a Internet.

A meta do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) é dobrar a quantidade de casas com acesso a Internet, até o final do ano passado apenas 27% dos domicílios brasileiros tinham acesso, e que o objetivo é ampliar para 70% dos domicílios, ou seja, 40 milhões de casas.

terça-feira, 27 de março de 2012

Brasil poderia ter carro elétrico nacional, diz professor


Importadores
O Brasil é o único país de expressão internacional que não possui uma marca própria de automóveis.
Apesar de a indústria automobilística ser considerada o principal motor da economia brasileira, todas as fábricas instaladas no país são estrangeiras, sem contar um volume considerável de importações de automóveis.
A última tentativa de construção de uma fábrica nacional de automóveis, a Gurgel, foi enterrada no final do século passado, em um episódio cujos bastidores ainda não foram devidamente esclarecidos.
Carro elétrico brasileiro
Agora, o professor Roberto Marx, da Universidade de São Paulo (USP), defende que o desenvolvimento dos carros elétricos e híbridos pode ser a oportunidade ideal para o Brasil ter sua própria empresa de fabricação de veículos.
A propósito, a Gurgel fabricou os primeiros veículos elétricos em território nacional - o primeiro deles em 1974 e o segundo em 1981.
Os carros de motor a combustão da empresa também foram os primeiros a usar injeção eletrônica no país, um sistema totalmente nacional desenvolvido em parceira com o atual Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, em Campinas.
Para ressuscitar todo este esforço, "o que está faltando é uma articulação entre empresas fabricantes de motores elétricos, autopeças, baterias, que eventualmente tenham esse interesse. Existe uma série de iniciativas pouco articuladas", propõe Marx.
Há cerca de um ano, o empresário Eike Batista anunciou a criação da FBX, uma fábrica nacional de carros elétricos que deveria começar a operar em 2014.
Complementar
Os veículos elétricos poderiam, na avaliação de Marx, ser incorporados à matriz brasileira de transportes de forma complementar aos movidos a etanol e bicombustíveis.
Segundo o engenheiro, o Brasil poderia "desenhar um carro elétrico mais barato, que tenha uma penetração e apelo para um certo tipo de mercado. E que seja desenvolvido por um consórcio de empresas interessadas em vender esse carro aqui".
"É um produto para um nicho, não vai substituir totalmente as demais formas de combustível. Mas ele pode ser interessante para algumas utilidades", afirmou.
Preconceito contra os carros elétricos
Com a atual tecnologia das baterias, que não tem grandes progressos há vários anos, o chamado "nicho de mercado" dos veículos elétricos seria o transporte urbano - se é que isso pode ser chamado de nicho, uma vez que compõe quase a totalidade dos usos dos automóveis em todo o mundo.
Como ocorreu com os carros movidos a etanol no início do projeto, há ainda muito preconceito contra o carro elétrico.
Por exemplo, o fato de que um veículo elétrico precise ser recarregado a cada 200 quilômetros em média é "vendido" ao público como uma grande deficiência. Ocorre que a quase totalidade dos usuários anda apenas cerca de 40 km no trânsito urbano por dia.
Isso exigiria tanto "reabastecimento" do carro elétrico quanto uma recarga uma vez por semana, embora o usuário possa deixá-lo no recarregamento durante a noite e manter sua autonomia de forma indefinida para qualquer eventualidade de um deslocamento maior.
Sem contar que a maioria das famílias das classes A e B já possui dois automóveis, em que um é mais espaçoso, comprado justamente com as viagens em mente.

China testa trem-bala capaz de fazer 500 quilômetros por hora



Espada de ferro
O governo da China começou a testar um trem-bala capaz de atingir até 500 quilômetros por hora, tornando-se assim um dos mais rápidos do mundo.
O trem-bala, com desenho inspirado nas antigas espadas da China, é o mais novo da série CRH (China Railway High-Speed).
Com seis vagões, o conjunto tem uma potência de 22.800 quilowatts, mais do que o dobro dos 9.600 kilowatts do CRH380, que faz a linha Pequim-Xangai - e que tem um recorde de velocidade de 300 km/h.
O trem também é mais leve e mais seguro, usando várias peças reforçadas com fibra de carbono.
O trem foi projetado e fabricado pela Locomotive Sifang, uma subsidiária da China Railway Construction CSR, com sede na cidade de Qingdao, no Leste do país, na província de Shandong.
Velocidade brasileira

No Brasil, o projeto do trem-bala para interligar Campinas, São Paulo e o Rio de Janeiro deverá se arrastar ainda por dois anos.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) marcou para 10 de março de 2012 a retomada do processo de licitação para a implantação do TAV (Trem de Alta Velocidade).
Pelo novo cronograma, a previsão é que a segunda fase do leilão seja realizada no segundo trimestre de 2013, um ano após o leilão da primeira etapa.
Se não houver novos adiamentos, o TAV deverá começar a operar em 2018, fazendo um percurso de 518 quilômetros.